segunda-feira, 13 de maio de 2013

Comércio Justo & Bar do Mundo


Bom dia!

Como grande adepta do fenómeno terapêutico conhecido como “lanchar fora” nem sempre tenho muito dinheiro disponível para gastar. Aí surge a necessidade de procurar sítios low cost que sejam, apesar de tudo, agradáveis ao paladar. Já aqui falei do Greentea e hoje venho falar-vos do Bar do Mundo, na Rua Mouzinho da Silveira, que é muito, muito mais do que um sítio barato para se lanchar.

Logótipo daqui


Os produtos servidos neste local são oriundos de Comércio Justo, o que significa que os direitos dos trabalhadores são postos à frente de qualquer margem de lucro. Idealmente, não haveria qualquer necessidade deste tipo de rótulos porque os direitos humanos seriam, sem dúvida alguma, respeitados. No entanto, não é o que se verifica neste mundo e, por agora, espaços como este são de louvar. É normal associar os produtos de Comércio Justo a um preço alto e inadmissível para a carteira, mas aqui vem o fantástico Bar do Mundo desfazer o afamado mito. Aproveitem os menus, até 2 euros, que podem incluir um queque, torradas ou uma fatia de bolo acompanhados do chá do dia.

Um queque de café e outro de chá verde

Além disso, este espaço alberga as mais variadas iniciativas desde do Language Café até aos diferentes workshops sejam eles de culinária, de tricot, danças, etc, etc. Por isso mesmo é um espaço cultural e relaxado que convida a uma boa conversa com os amigos. Ah, venham preparados, porque é quase certo que terão de falar em inglês com os funcionários (o que lhes falta em português, compensam em simpatia!)


Rebuçados deliciosos!


Vista panorâmica do Bar, foto daqui


O Comércio (Justo)
Neste mundo de coisas descartáveis é muito fácil perder a noção dos produtos que compramos. É como se a sociedade nos impingisse uma constante aquisição de produtos novos, baratos e sem quaisquer porquês. Instintivamente acabamos por acreditar que o sector industrial não é assim tão mau, que os empregados têm direitos e trabalham 8 horas por dia, acreditamos que têm pão na mesa e um sorriso nos lábios. É bem mais fácil ignorar esses problemas e escolher os produtos mais baratos. No entanto, o que a nós não custa, custa aos trabalhadores muito mais. Quando escolhemos aquele produto que não dá para acreditar de tão barato que é, muito provavelmente estamos a contribuir para que, do outro lado do mundo, as pessoas que o fizeram continuem a ser exploradas. Não posso dizer que sou uma consumidora exemplar, mas quero ser. Para isso pretendo aumentar o meu consumo de produtos do Comércio Justo e continuar a comprar produtos frescos portugueses e locais. Produtos que não atravessaram meio mundo, que foram produzidos sob a protecção dos direitos vigentes na Europa (no entanto, as leis valem o que valem e é possível que seja a minha ingenuidade a falar) e que sofreram o mínimo de processo industrial. Espero que este espaço (e talvez, quem sabe, este post) vos inspire a repensar as vossas escolhas diárias e mudar, um passo de cada vez, o mundo.  Até lá, tenham um bom dia!





PS: A minha ausência deveu-se a um grande evento chamado “Queima das Fitas do Porto” que me obrigou, para mal deste blog, a ver o nascer do sol em Matosinhos ;)

5 comentários:

Maria Monteiro disse...

quero voltaaaaar!! saudades daquela limonada deliciosa e fresquinha :)

Beatriz disse...

E das torradas :D

Márcia Gonçalves disse...

Não sabia que tinhas publicado um artigo dedicado a este espaço! :D

Adorei conhecer o bar do mundo, e espero voltar lá brevemente para comer mais queques contigo, ahaha!

Mariana Neves disse...

Como é que só agora descobri que tens blogue? :) Bar do mundo é TÃO bom! Tenho saudades de lá ir :) Não sei se conheces mas a Casa da Horta é igualmente fantástica*

Beatriz disse...

Fui uma vez à Casa da Horta e adorei! Comi sushi maravilhoso a um preço super acessível :)