Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Jardim das Virtudes

Por mais que percorra as ruas do Porto, há sempre mais um segredo a descobrir. Costumo encontrar pequenos detalhes, mas desta vez descobri todo um jardim que, sinceramente, é fácil de avistar. O jardim de que falo chama-se Jardim das Virtudes ou Parque Municipal das Virtudes e está situado no centro histórico, entre o Hospital de Santo António e a Ribeira do Porto. Está construído sobre socalcos tornando-se, por isso, um jardim muito característico e está repleto de árvores altas que proporcionam uns belos lugares à sombra.
A indicação que me levou ao jardim
 Descobrir a entrada (ou saída) do jardim não é tarefa fácil! Existe uma entrada na Rua Azevedo de Albuquerque e outra atrás do Palácio da Justiça, mas nenhuma delas é de fácil acesso para aqueles que pouco conhecem das ruelas do Porto. Uma vez lá dentro pode tornar-se algo labiríntico devido à sua construção característica, no entanto, é um belo refúgio silencioso para quem se farta da azáfama citadina.

Todos os socalcos do jardim e a fonte das Virtudes
Um dos socalcos
Na entrada da Rua Azevedo de Albuquerque encontramos o Chafariz das Virtudes que, infelizmente, não tem água a correr. É um chafariz que data de 1619 e que integra o Postigo das Virtudes das Muralhas Fernandinas que já aqui referi. Outrora teve uma imagem da Nª Senhora das Virtudes, cuja ausência no nicho central é bastante notória.
Chafariz das Virtudes

Além dos óbvios espaços verdes, este jardim está decorado com várias esculturas modernas que o tornam de certa forma mais emblemático e mais interessante. Tem uma vista espetacular para o rio Douro e para praticamente toda a cidade do Porto, vendo-se as várias estruturas emblemáticas da cidade e as suas habitações típicas.
Uma das fontes do Jardim

Esculturas no jardim

Tribunal
É, certamente, um espaço óptimo para ver o dia passar, seja com amigos, namorado(a) ou um belo livro. Espero que gostem, tenham um bom dia!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um pouco de história - Avenida dos Aliados


Bem no centro do Porto, na Freguesia de Santo Ildefonso, a Avenida dos Aliados não passa nada despercebida. Só os muitos distraídos não dão conta da sua presença já que é quase obrigatório percorrê-la em qualquer passeio pela baixa portuense. O que a maior parte não sabe é que o sítio conhecido por Avenida dos Aliados se divide em três praças com nomes distintos: A Praça do General Humberto Delgado onde se situa a Câmara Municipal, a dita Avenida dos Aliados, ao centro, que engloba a estação de metro e, por fim, a Praça da Liberdade onde se situa o Palácio das Cardosas e que dá o caminho para a Estação de S. Bento.
Destas três a mais antiga é a Praça da Liberdade que adoptou vários nomes desde do século XV, incluindo Praça da Natividade, Sítio das Hortas e Praça de D. Pedro (1). Em 1866 foi inaugurada a estátua de D. Pedro IV que, ainda hoje, simboliza o liberalismo portuense (1).
Postal da Praça D. Pedro com a sua estátua e a antiga Câmara Municipal
Esta praça englobava uma pequena câmara municipal demolida no início do século XX devido à construção da hoje conhecida Avenida dos Aliados. Esta construção teve como objetivo ligar a Praça da Liberdade e a Praça da Trindade e foi inaugurada no ano de 1916 (2). Inicialmente era denominada de Avenida das Nações Aliadas e serve de homenagem aos países Aliados que participaram na 1ª Guerra Mundial (3).
Por fim, em 1917 foi inaugurada a atual Praça do General Humberto Delgado que, inicialmente, se chamava Praça de Sidónio Pais e mais tarde Praça do Município (4). Esta praça engloba, nos dias de hoje, a Câmara Municipal e uma estátua de Almeida Garrett.
Estátua em bronze do escritor João Almeida Garrett
Este complexo de três praças, em pleno século XX, era coberto de jardins e calçada portuguesa sendo, por isso, um deleite aos olhos de portuenses e turistas. No entanto, em 2006, a avenida foi remodelada e estes jardins foram destruídos dando lugar ao granito que hoje caracteriza esta parte da cidade. Esta mudança, arquitetada por Siza Vieira, gerou uma forte polémica (5) e poucos serão os portuenses a não suspirarem de saudade do verde que outrora caracterizou o coração da baixa da sua cidade. 
Em cima: Aliados antigo; Em baixo: Após a remodelação


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Quintal Bioshop

Bom dia!
Quem me conhece tem a perfeita noção de que sou uma turista a tempo inteiro. O termo turista é bastante  dúbio uma vez que a minha forma preferida de ser, de facto, turista é sê-lo na minha própria cidade quando já a conheço relativamente bem. Quem passeia comigo sabe que vai ouvir um sem-fim de: olha esta loja! olha, queques! e - o meu preferido - olha aquela coisa tão gira escrita naquela parede! É verdade e eu admito-o, quanto mais conheço as cidades mais as quero conhecer. Sou uma entusiasta, adoro ver ruas repletas de pessoas (Oh, Santa Catarina!), adoro encontrar novas lojas, novos negócios, adoro, adoro, adoro mercados, feiras da ladra e afins e não há viagem que faça sem que os visite, experimente produtos da região e tenha um tête-a-tête com os vendedores.
Parte da exposição de origami
Assim sendo, chega a altura de deixar por escrito as minhas aventuras e descobertas preciosas à volta do globo!

Para começar, não podia deixar de ser um dos meus locais de eleição e, sem dúvida, o que visito mais frequentemente. Quintal Bioshop em plena cidade Invicta.
Para quem não conhece, o Quintal é um pouco de tudo. Começa por ser uma mercearia com legumes frescos e tofu e afins, depois tem produtos de higiene  ecológicos e, mais tarde, um sem fim de produtos biológicos que ficam muito bem ali nos armários da cozinha. Finaliza numa cafetaria com jardim exterior. Normalmente, nas paredes da cafetaria costumam estar exposições artísticas como é o caso da exposição de origamis que me deslumbrou! O atendimento é óptimo e, ainda mais o é, a comida (apesar de a ementa não ser muito variada). Para mim é o local perfeito para passar um fim de tarde, a tomar chá e a observar os gatos queridos à casa a dormirem a sesta (Dica: apesar de serem duas gatas pretas são fáceis de distinguir, a Mizuna tem mais pêlos brancos debaixo do queixo e a Rúcula é a que vos vai saltar para o colo mais rapidamente). Para além de tudo isto, é um local onde se realizam vários workshops e uma reunião mensal do clube de Origami. Perfeito! :D


Chá recomendado: Rooibos com especiarias